The Brain Insider

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Camila, quero que você se candidate à vaga de gerente.” Fiquei radiante, até ouvir a condição: comandar as reuniões do time em inglês e apresentar para a diretoria toda semana. Prazo: quatro meses. Eu entendia quase tudo. Escrevia e-mails com cara de profissional. Mas falar? Na hora H, meu cérebro travava. No dia seguinte, contei para os colegas que ia me candidatar. Eles riram. “Você? Você nem fala nas reuniões.” Baixei apps, fiz curso on-line, comprei um livro de gramática de 400 páginas. Nada resolveu. Eu tinha a resposta perfeita em português e a perdia antes de abrir a boca. Eu não estava aprendendo a falar. Estava aprendendo a traduzir na cabeça, e ficando mais lenta a cada vez. Foi quando uma amiga me falou do Wordletic: hipnose ericksoniana para acalmar a mente e, em seguida, histórias e conversas reais em inglês. Nos últimos 20 minutos antes de dormir. Sem digitar, sem responder, só ouvir. Testei naquela mesma noite, mais por desespero do que por fé. O que mudou primeiro não foi o meu vocabulário. Foi o travamento. Um mês depois, uma mãe na saída da escola me perguntou sobre o fim de semana e eu respondi em inglês sem traduzir nada na cabeça. Quando os quatro meses acabaram, eu não era perfeitamente fluente. Ainda me confundo com os verbos. Mas não travei, respondi a todas as perguntas da diretoria e a vaga foi minha. Se o inglês é a única coisa entre você e a carreira que você merece, talvez seja hora de parar de se esforçar tanto. Faça o quiz e comece hoje. Os resultados podem variar.

Engagement over time

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